O cantor e compositor carioca Rubel prepara o lançamento de seu quarto álbum de estúdio, marcado por um retorno às suas raízes intimistas da MPB, acompanhado de um projeto audiovisual.

Cantor toca violão sentado com uma perna estendida diante de fundo avermelhado.

Nesta segunda-feira, 19 de maio, Rubel agitou as redes sociais ao anunciar seu mais novo trabalho, o álbum intitulado "Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?". O disco, que representa o quarto em sua discografia de estúdio, tem data de lançamento marcada para o dia 28 de maio, às 22h, em todas as plataformas de música.

Após uma incursão por novas sonoridades em "As Palavras Vol. 1 & 2" (2023), onde explorou ritmos como forró e funk, Rubel retorna à sua essência na Música Popular Brasileira. O novo álbum promete composições profundas e intimistas, resgatando a atmosfera voz e violão característica de seu primeiro disco, "Pearl" (2013). Desta vez, no entanto, o artista se apresenta acompanhado por uma orquestra de cordas e sopros, prometendo uma jornada lúdica e emotiva através do espaço-tempo.

Com potencial para se consolidar como um trabalho referencial na música popular da atual geração, "Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?" é composto por nove faixas. Entre elas, sete são composições autorais inéditas, uma versão em português de um tema do artista mexicano El David Aguilar e uma regravação da icônica banda Radiohead, solidificando Rubel não apenas como intérprete, mas também como compositor e produtor.

O projeto transcende o formato musical tradicional e se expande para o audiovisual com um filme complementar de aproximadamente 10 minutos. Com direção de Larissa Zaidan, conhecida por seus trabalhos com nomes como Mano Brown, Rico Dalasam, Xamã e Yago Oproprio, a obra apresentará Rubel no papel de observador em meio a três núcleos de personagens. Um teaser do filme já foi disponibilizado.

Sobre a concepção do álbum, Rubel explica: "Esse disco retoma um pouco minhas origens do voz e violão, das canções introspectivas, só que dessa vez mais brasileiro. São músicas sobre a passagem da vida, o tempo, os amores, as amizades, as perdas e os ganhos”. A respeito do enigmático título, o artista comenta: “O título me remete ao literário: ele te joga dentro de um diálogo, de uma ação, e cada pessoa pode criar o contexto que quiser imaginar para essa frase. Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso? Isso é o que? Isso pode ser tudo”.

A expectativa é que "Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?" reafirme a posição de Rubel como uma das vozes mais singulares e reflexivas da música brasileira contemporânea, oferecendo ao público uma experiência sonora e visual rica em emoção e significado.