Evento reúne dez atrações em dois dias de programação no Teatro Municipal de Uberlândia (MG), com shows confirmados para 8 e 9 de agosto sob o conceito "A Vibração do Encontro"
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| Crédito: Reprodução/Instagram @festivaltimbre |
Faltando pouco mais de um mês para abrir os portões, o Festival Timbre 2026 já tem seu line-up fechado. Criado em 2012, o evento se consolidou como um dos maiores festivais de música independente do interior do Brasil e chega a sua nova edição nos dias 8 e 9 de agosto, ocupando o Teatro Municipal de Uberlândia — projeto assinado por Oscar Niemeyer — e seus arredores. Ao todo, serão mais de 30 shows distribuídos entre os dois dias, somados a intervenções culturais, ações socioambientais e feira gastronômica.
Guiada pelo conceito "A Vibração do Encontro", a edição deste ano reforça a marca registrada do festival: reunir gerações, estilos e públicos diferentes em um mesmo fim de semana. Ao longo de sua história, o Timbre já reuniu mais de 110 mil pessoas e recebeu mais de 280 atrações em seus palcos.
SÁBADO (8 DE AGOSTO): PESO, HISTÓRIA E A NOVA GERAÇÃO DO RAP
Seis atrações dividem o primeiro dia de festival: Alceu Valença, Gloria Groove, BK', Fresno, AJULLIACOSTA e Black Pantera.
Pernambucano com mais de cinco décadas de carreira, Alceu Valença completa 80 anos neste ano e chega para uma apresentação simbólica: o show "Alceu Dispor", nome inspirado em um meme que viralizou na internet e que o próprio cantor decidiu abraçar. No repertório, clássicos como "Anunciação", "Tropicana" e "Girassol" devem dividir espaço com faixas que resgatam a obra de Luiz Gonzaga, como "Baião" e "Xote das Meninas".
Criação do paulistano Daniel Garcia, Gloria Groove desembarca no Timbre celebrando dez anos de carreira com uma apresentação especial que revisita diferentes fases de sua trajetória. Desde que despontou em 2015, a artista se firmou como uma das performers mais completas do pop nacional, transitando com desenvoltura entre pop, rap, funk e, mais recentemente, o pagode.
No rap, a presença é de BK', nome artístico do carioca Abebe Bikila Costa Santos. Autor de discos aclamados pela crítica, como "Castelos & Ruínas" (2016) e "Ícarus" (2022), o rapper é apontado como uma das referências da atual geração do gênero no Brasil — e chega ao festival logo após lançar o quinto álbum, "Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer" (2025), com parcerias como Milton Nascimento e Djavan.
Representando o rock, a banda gaúcha Fresno soma 27 anos de estrada e desembarca em Uberlândia recém-saída do lançamento de seu 11º álbum de estúdio, "Carta de Adeus". Hoje formada por Lucas Silveira, Gustavo Mantovani e Thiago Guerra, a banda deve equilibrar as novas faixas com sucessos que atravessaram gerações de fãs, casos de "Redenção" e "Quebre as Correntes".
Vencedora do BET Awards, AJULLIACOSTA carrega a energia da cena urbana paulistana e representa a nova geração do rap brasileiro. Revelada pelo EP "AJU", a artista consolidou seu nome com o álbum "Brutas Amam, Choram e Sentem Raiva", que já soma mais de 40 milhões de reproduções. Sua apresentação em Uberlândia acontece em parceria com o Sesc em Minas, vinculado ao Sistema Fecomércio MG.
Fechando o sábado, o trio Black Pantera — formado pelos irmãos Charles e Chaene da Gama ao lado de Rodrigo "Pancho" — chega de Uberaba, também no Triângulo Mineiro, para representar o lado mais pesado da programação. Com mais de dez anos de carreira e uma passagem histórica pelo Rock in Rio, a banda ficou conhecida por unir riffs pesados de hardcore, punk e thrash metal a letras que discutem racismo, desigualdade social e resistência.
DOMINGO (9 DE AGOSTO): REENCONTROS E VOZES EMERGENTES
O segundo dia reserva quatro atrações: Pato Fu, Marcelo Falcão, Lagum e NandaTsunami.
Com mais de três décadas de carreira, o Pato Fu retorna a Uberlândia pela primeira vez desde 2009. Formada em Belo Horizonte, a banda construiu uma identidade marcada pela mistura entre rock alternativo, pop, MPB e eletrônica desde a estreia com "Rotomusic de Liquidificapum" (1993). Hoje com Fernanda Takai, John Ulhoa, Ricardo Koctus, Richard Neves e Xande Tamietti na formação, o grupo soma 13 discos, 5 DVDs e um Grammy Latino — e chega ao festival pouco depois do relançamento especial do álbum "Televisão de Cachorro" pelo selo Noize Record Club.
Ex-vocalista d'O Rappa, Marcelo Falcão leva ao Timbre um show que combina alguns dos maiores hinos do rock nacional das últimas três décadas com o repertório de sua carreira solo, iniciada em 2017. No setlist, também devem aparecer faixas de seu álbum mais recente, "O Legado", que mistura reggae, rock, samba e rap em parcerias com nomes como Toni Garrido e L7NNON.
Outra banda mineira no line-up, a Lagum vive um de seus melhores momentos: são três indicações ao Grammy Latino e uma passagem recente como banda de abertura dos shows do Imagine Dragons no Brasil. Formado por Pedro Calais, Otávio "Zani" Cardoso, Jorge Borges e Francisco "Chicão" Jardim, o grupo apresenta em Uberlândia a turnê do álbum "As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo" (2025).
Fechando a programação, NandaTsunami — nome artístico da paulistana Fernanda Xavier Ferreira Santana — representa a nova safra do rap brasileiro. A artista embalou 2025 com o hit "P.I.T.T.Y. (Parecendo Uma Cafetina)", que já ultrapassa 25 milhões de reproduções, e o álbum de estreia "É Disso Que Eu Me Alimento" — trabalho que lhe rendeu o título de artista revelação nas mãos da rapper Ebony, durante o WME Awards.
SERVIÇO
Festival Timbre 2026
- Quando: 8 e 9 de agosto de 2026
- Onde: Teatro Municipal de Uberlândia (MG)
- Sábado (8/8): Alceu Valença, Gloria Groove, BK', Fresno, AJULLIACOSTA e Black Pantera
- Domingo (9/8): Pato Fu, Marcelo Falcão, Lagum e NandaTsunami
- Ingressos: Ingresso
- Mais informações: site oficial do festival (festivaltimbre.com.br) e Instagram @festivaltimbre
Realização: Eventaria e Timbre Cultural. Patrocínio: Colégio Gabarito, Citrino e eFácil. Parceria cultural: Sistema Fecomércio MG, por meio do Sesc em Minas, do Programa Sesc Mesa Brasil e do Sindicomércio de Uberlândia. Apoio: Café Cajubá, Piticas e Chapelê.

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