Apresentação única acontece em 7 de novembro, no Rio de Janeiro, e reúne show, exposição de acervo pessoal e instalações audiovisuais que percorrem a trajetória do rapper

Retrato artístico em preto e branco de Filipe Ret, com óculos escuros e jaqueta preta, em imagem com efeito de movimento.
Créditos: Divulgação

Filipe Ret volta à Farmasi Arena, no Rio de Janeiro, em 7 de novembro, com um projeto que vai além do repertório apresentado no palco. Batizado de “Retianismo”, o evento combina um show especial com uma exposição dedicada à história do artista, reunindo desenhos de infância, fotografias, objetos pessoais e instalações audiovisuais. A programação também reserva espaço para o xarpi carioca, manifestação da cultura de rua que atravessa suas referências e sua formação artística.

O retorno ao local tem um significado particular. Foi na Farmasi Arena que Ret gravou o DVD FRXV, nos dias 21 e 22 de outubro de 2023. Três anos depois, o rapper ocupa novamente o espaço, mas com uma proposta diferente: fazer com que parte da experiência aconteça antes mesmo de ele subir ao palco.

A exposição abre às 18h, quatro horas antes do show, marcado para as 22h.

O que existe por trás de “Retianismo”?

O nome pode até parecer o título de uma nova corrente de pensamento. E, de certa forma, essa é a provocação.

“Retianismo” une o nome artístico de Filipe Ret ao sufixo “ismo”, frequentemente associado a movimentos culturais, artísticos e filosóficos. A escolha tenta traduzir algo que o rapper percebe ter surgido naturalmente ao longo da carreira: a maneira como suas músicas passaram a fazer parte da identidade e das histórias pessoais de quem o acompanha.

Não se trata apenas de ouvir uma faixa ou acompanhar um lançamento. Há fãs que transformaram versos em tatuagens, encontraram identificação nas letras e criaram seus próprios significados para aquilo que Ret escreveu.

O artista reconhece essa relação como o ponto de partida do projeto.

“Retianismo é uma parada que existe muito antes desse show. Nasceu quando as pessoas começaram a se reconhecer na minha música e levar aquilo para a própria vida. Tem gente que tatuou uma frase, que viveu momentos importantes ouvindo um disco, que encontrou força em uma música minha. Depois que a arte chega nas pessoas, ela já não é só de quem criou. Esse show é sobre essa troca e sobre devolver para os fãs um pouco do que eles fizeram a minha música se tornar”, afirma Filipe Ret.

É essa relação que o evento pretende explorar. Em vez de concentrar tudo na apresentação musical, o projeto abre espaço para mostrar como a identidade de Ret foi sendo construída, das primeiras referências à dimensão que seu trabalho alcançou.

Dos desenhos de infância à construção do artista

Antes do show, o público poderá conhecer materiais que normalmente permanecem longe dos palcos.

A exposição reúne cadernos, desenhos feitos na infância, fotografias, registros da carreira e outros itens do acervo pessoal do rapper. São materiais que ajudam a contar uma história anterior ao reconhecimento nacional e à consolidação de Filipe Ret como um dos principais nomes do rap brasileiro.

A proposta também chama atenção para a relação entre Filipe, a pessoa, e Ret, a identidade artística que ganhou projeção ao longo dos anos.

A escrita, as referências visuais e a pichação aparecem nesse percurso. O xarpi carioca, em especial, terá uma seção própria, reconhecendo a presença dessa linguagem na cultura urbana do Rio de Janeiro e no universo artístico do rapper.

Com curadoria de Ademar Britto, a mostra será distribuída em duas salas expositivas e uma sala imersiva. O projeto reúne direção criativa, concepção e expografia do Estúdio Chão, enquanto a Megadiverso responde pela direção artística e produção executiva.

Uma exposição para ver, ouvir e atravessar

A parte imersiva utiliza projeções, luzes, vídeos e trilhas sonoras para apresentar aspectos do universo criativo de Ret.

Água, fogo, terra e ar são os quatro elementos escolhidos para orientar a experiência. A instalação, desenvolvida pela ParaRaio, também utiliza a voz do rapper para conectar imagens, sons e referências de sua trajetória.

O público poderá circular entre documentos e objetos pessoais e, em outro momento, entrar em um ambiente construído com recursos audiovisuais.

Há uma diferença importante entre as duas propostas: enquanto o acervo apresenta registros concretos de sua história, a instalação procura traduzir em imagens e sons parte das ideias que atravessam sua obra.

Essa combinação também ajuda a explicar a escolha de levar uma exposição para dentro de uma arena de shows. O evento tenta aproximar duas experiências que nem sempre dividem o mesmo espaço: a contemplação de uma mostra e a energia de uma apresentação musical.

E qual é o seu “ismo”?

A relação entre Ret e os fãs não aparece apenas como tema da exposição. Ela também orienta uma pergunta que será apresentada aos visitantes: “Qual é o seu ismo?”

A ideia é estimular uma reflexão sobre as próprias referências, convicções e formas de expressão, depois de percorrer os elementos que compõem a identidade artística do rapper.

É uma maneira de deslocar o olhar do artista para quem acompanha sua música. Afinal, as mesmas canções que Ret escreveu a partir das próprias vivências podem assumir significados bastante diferentes na vida de outras pessoas.

No fim, é essa troca que sustenta o conceito de “Retianismo”. A exposição recupera a história de quem criou as músicas, enquanto a apresentação coloca novamente artista e público diante um do outro.

O projeto foi pensado especialmente para o Rio de Janeiro, cidade que ocupa um lugar central na trajetória e na linguagem de Filipe Ret.

A expectativa é que novos detalhes sobre a experiência sejam apresentados pela produção. Os ingressos estão à venda.

Serviço — Filipe Ret: Retianismo

Data: 7 de novembro de 2026

Local: Farmasi Arena — Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ)

Exposição Retianismo

  • Abertura: 18h
  • Visitação: antes do show, conforme a programação
  • Curadoria: Ademar Britto
  • Direção criativa, concepção e projeto expográfico: Estúdio Chão
  • Direção artística e produção executiva: Megadiverso
  • Instalação imersiva: ParaRaio

Show de Filipe Ret

  • Horário: 22h
  • Formato: apresentação única
  • Ingressos: vendas oficiais pela Ticket360
  • Classificação etária: 16 anos
  • Ingresso Solidário: ingresso com desconto mediante a entrega de 1 kg de alimento não perecível na entrada do evento (exceto sal e fubá), conforme regras da bilheteria oficial.